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Porto Alegre (RS), terça-feira, 22 de setembro de 2020.
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Viagens: uma eterna, sem volta. As outras como turistas, indo e voltando



Imagem: Freepik - Edição EV

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PONTO UM:

Hoje vou usar o espaço desta coluna para falar em viagens. E começo pela viagem para novos horizontes, de nós desconhecidos, mas certamente que, em algum dia, também será nosso caminho. Estou me referindo ao falecimento de Marco Antônio Barbosa Leal, ocorrido no último domingo.

Quem foi – e de certa forma sempre será – Marco Antônio Barbosa Leal? Um homem da comunidade jurídica gaúcha, um cidadão do mundo, um líder entre seus pares, um amigo Leal a seus amigos. Para os mais íntimos e também os não tão íntimos, Marcão.

Marcão foi tri. Tri-presidente. Presidente da AJURIS no biênio 92/93; Presidente do TRE-RS entre 2003 e 2004; presidente do TJRS nos anos de 2006/2008. Sua vida profissional foi significativamente dedicada à magistratura, mas após sua aposentadoria exerceu a advocacia, o que desempenhou, ainda que durante um curto espaço de tempo, com sua costumeira intensidade, que lhe era espontânea.

Voz e presença marcante, não deixava nada barato! Polêmico, às vezes, mas sempre franco e direto. Com Marcão sabia-se qual o caminho que se estava trilhando. Lembro-me de uma passagem, ele como presidente da Ajuris, eu como Juíza da 9ª Vara Cível. Estava às vésperas de uma cirurgia – com tudo a que uma cirurgia tem direito: hospitalização, anestesia, bisturi, etc. – e Marcão ligou para mim, de casa, para me dar força moral e votos de sucesso.

Não me encontrou e ligou para o fórum (isso foi muito antes dos celulares), onde estava em meu gabinete. Começou me xingando: “Guria, o que estás fazendo aí? Vai para casa descansar!”.

Difícil que alguém da magistratura não tenha uma história semelhante para contar sobre Marcão: presente, amigo, Leal. Marcão, cruza os teus novos caminhos em paz e que a luz que sempre te fez brilhar continue te iluminando.

Boa viagem Marcão!

PONTO DOIS:

Dois pontos são dois pontos. Assim, vou falar sobre outras viagens, mais precisamente viagens de turismo. A despeito das etapas de isolamento e distanciamento social a que nos vimos obrigados a fazer, quem é turista no coração não consegue deixar de pensar quando tudo será retomado e puder novamente, de mala na mão, ir para o aeroporto, enfrentar filas e sentar numa poltrona de avião. Está no sangue.

Pois bem, os Estados Unidos, que desde 28 de maio haviam fechado seus aeroportos para passageiros vindo do Brasil, além de outras localidades, está revendo tais restrições e reabrindo suas fronteiras, exatamente para estimular o turismo internacional.

Do texto, disponível no Federal Register (que corresponde ao nosso Diário Oficial), consta o fim da exigência de aeronaves pousarem obrigatoriamente nos 15 aeroportos até então especificados, liberando os demais, mas também impondo algumas exigências quanto às triagens dos passageiros, para detectar eventual contaminação da Covid-19 e determinações para evitar filas e aglomerações.

Aos poucos, parece, o planeta está retomando seus rumos, mesmo sem ter vencido a guerra contra o coronavírus.

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