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Porto Alegre (RS), terça-feira, 22 de setembro de 2020.
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Sem a percepção de que não é possível perder ou deixar de ganhar pontos



Fotos: Camera Press (E) e Canal do Inter (D)

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         O Internacional que enfrentou o Goiás decepcionou. As expectativas formadas a partir da tabela alimentaram a esperança de consolidação da liderança - e uma das barbadas seria o lanterna Goiás.

         Entramos em campo com um time desconfigurado e que durante os mais de 90 minutos não foi capaz de empolgar. O adversário em péssimo momento, com o técnico ameaçado de demissão pela diretoria e, o que é mais impactante, jogando quase todo o tempo com um homem a menos.

         Nenhuma jogada construída a partir do desejável entrosamento da equipe colocada em campo ou da habilidade individual. É muito cedo para julgar, mas o Abel Hernández revelou um parco futebol. É verdadeira a necessidade de adaptação para que um jogador recém chegado sinta-se à vontade para desenvolver o seu potencial, mas isso deve partir da avaliação do treinador, foi dele a decisão. Foi equivocada a escalação do uruguaio.

         Na análise da derrota alusões a barreira construída pelo adversário e à falta de entrega, como mencionado pelo Boschilia. Nem uma nem outra.

         A condição de líder desperta o evidente desejo de superação dos adversários na busca da consagração pela vitória.   Assim, por mais fácil que possa parecer a disputa, não é momento para inventar.

         Entendo que o Brasileirão de 2020 é para ganhar, pois todos estão equiparados na dificuldade. A quebra na rotina das equipes é causa da instabilidade dos resultados – do céu ao inferno de uma para outra partida.

         O que falta então? Faltam o feijão com arroz, a repetição do ordinário, a simplicidade. Falta ter a obstinada percepção de que não é possível perder ou deixar de ganhar pontos, a complexidade deve ficar restrita ao momento vivido por todos. 

         A escalação foi temerária, as substituições incompreensíveis e a estratégia enigmática. É momento de o presidente Marcelo Medeiros entrar firme no vestiário, cobrando os resultados esperados.

         Perder faz parte do futebol, mas não assim.

         O Internacional investiu o dinheiro que tem e  o que não tem. Vem administrando um déficit anual de aproximadamente cem milhões de reais  e não pode deixar passar a oportunidade para ganhar este Brasileirão.

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