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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 23 de outubro de 2020.

Futebol, um negócio milionário para alguns



Imagem: Arquivo EV

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Verdadeiros gremistas espantem-se - ou não! O custo final da polêmica rescisão contratual entre Grêmio e Thiago Neves será de R$ 3.440.000,00 (três milhões, quatrocentos e quarenta mil reais) ao clube tricolor. O ajuste já foi homologado pela Justiça do Trabalho de Porto Alegre.

Um dia depois da derrota para o Sport, o presidente Romildo Bolzan Júnior anunciou a intenção do clube de rescindir o contrato com o jogador que veio do Cruzeiro. Passo seguinte, o atleta qualificou a atitude do clube de "amadora". Mas as duas partes voltaram a conversar e chegaram ao acordo firmado em 12 de setembro.

No mesmo dia, oficialmente, o Grêmio informou "ter realizado acordo de rescisão consensual em contrato de trabalho do atleta” (...) “e agradece aos serviços prestados em sua passagem pela instituição, desejando-lhe êxito e sorte na continuidade de sua vitoriosa carreira".

Thiago Neves estava a três jogos de ativar uma cláusula prévia de renovação automática para 2021, com pagamento, então,  de R$ 2,4 milhões em luvas e aumento salarial. Ele tinha sido relacionado para 17 partidas em 2020 e entrou em campo em 14 na temporada: nove pelo Gauchão e cinco pelo Brasileiro.

Com a camiseta do Grêmio, em pouco mais de sete meses fez apenas um gol. Se o contrato fosse automaticamente prorrogado por mais um ano, embolsaria mais R$ 8 milhões.

O acerto financeiro para a saída do atleta foi formalizado em um “termo de transação extrajudicial”, com a participação dos advogados Leandro Silva Teixeira Duarte (OAB-SP nº 202.733) representando o atleta, e Benoni Rossi (OAB-RS nº 43.026) em nome do Grêmio.

O clube se comprometeu a pagar os seguintes valores:

a)   R$ 247.250,00 (salário de agosto);

b)  R$ 360.000,00 (rescisão do contrato de trabalho);

c)   R$ 912.750,00 (cláusula compensatória pela rescisão antecipada do contrato);

d)  R$ 1.920.000,00 (reparação pelos danos morais).

Esse dano extrapatrimonial atende a uma exigência do atleta. O acordo textualmente refere que o dano moral decorre na visão de Thiago Nunes “de ter sido exposto quando da prática pelo clube dos atos relacionados à sua rescisão de contrato”.

O pagamento da cifra total foi dividido em 12 parcelas mensais e consecutivas de R$ 286.666,66. A primeira vence na próxima quarta-feira (30); as demais nos dias 30 do período de outubro de 2020, até 30 de junho de 2021.


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