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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 23 de outubro de 2020.
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O susto de 181 pessoas a bordo do voo de Porto Alegre ao Rio



Imagem: desktopnexus - Edição EV

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 Senhores passageiros, atenção por favor

 

A emoção que o Espaço Vital vai contar, nas próximas linhas, resulta do alto nível de inteligência presente nas aeronaves atuais. Aconteceu durante o voo 4403 da Azul, de Porto Alegre (17h) ao Rio de Janeiro (18h45) no domingo 13 de setembro. A aeronave, um novo Airbus A320neo, refugou o pouso duas vezes seguidas, “reclamando” que a pista era curta.

O incidente aéreo (que nada tem de acidente aéreo) - que só veio a público na sexta-feira passada (25) está registrado na base de dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos:  a aeronave PR-YRJ levava seis tripulantes e 175 passageiros.

Do Salgado Filho até quase o Santos Dumont, o voo foi normal. Mas durante a aproximação para pouso, a apenas de 60 metros de altitude, o computador de bordo indicou “RWY too short” (caminho aéreo muito curto), levando os pilotos a arremeterem. Logo depois, na segunda tentativa, à mesma altitude, o avião de novo “reclamou” do tamanho da pista (1.323 m). Houve nova arremetida.

Essa situação  ocorre quando o sistema da aeronave calcula que a pista é curta para o pouso nos parâmetros do momento (velocidade, altitude, peso, vento, etc.). Então a mensagem - acompanhada de um sinal sonoro - pisca em letras vermelhas no painel.

Ante o alerta, os pilotos subiram novamente e revisaram os procedimentos, mudando os planos, pousando normalmente no Galeão, onde as duas pistas são maiores (3.180 e 4.000m). 

O trajeto ficou registrado no sistema de rastreamento de voos do FlightAware e pode ser acessado no link:

https://www.aeroin.net/airbus-a320-da-azul-reclama-de-pista-curta-e-obriga-piloto-a-mudar-de-aeroporto/ .

Não há informações sobre o que causou o alerta, mas a mesma aeronave voou do Galeão para o Santos Dumont uma hora e meia depois, na mesma noite, só com os mesmos seis tripulantes, para o embarque dos passageiros de um outro voo. 

 Grana quente

 

O ministro Marco Aurélio Mello já definiu o que fará quando pendurar a toga, em julho de 2021: não ficará parado e não advogará. Inicialmente, por satisfação pessoal, ele lançará o livro “Os votos que não proferi” - que já está sendo rascunhado.

E por proximidade financeira atuará no ultralucrativo ramo onde flanam nove de cada dez ex-ministros do Supremo: a elaboração de pareceres jurídicos.

Cobrará bem, dará recibos e pagará a tributação de 27,5% do Imposto de Renda.

 Quem lava a roupa suja?

 

A plataforma 4Daddy, especialista em conteúdo sobre paternalidade - com sede em São Paulo (SP) - mapeou o comportamento dos homens, pais e em casamentos heterossexuais, dentro de casa de maio a agosto, em pleno confinamento. Foram ouvidas 1,8 mil famílias das classes A e B, da região Sudeste brasileira.

Nas entrevistas, 67% dos homens concordaram que eles e as mulheres “devem ser igualmente responsáveis pelos cuidados com a casa e os filhos”. Mas só 52% dividiram o cuidado da higiene das crianças e idosos.

Entrementes, 60% dos pais assumiram a tarefa das compras em supermercados. Mas a atividade de "lavar roupa" foi atribuída a 92% das mulheres.

Decorrência: apenas 8% dos homens a desempenharam.

Alguém se habilita a pesquisar algo parecido no Rio Grande do Sul?

 Penduricalhos chegando

 

(Da série ´Ainda não vimos tudo´)

Na última sessão do Conselho Nacional de Justiça da gestão Dias Toffoli, aprovou-se nova generosidade financeira para a magistratura: cada juiz e/ou desembargador passará a custar ao país, em média, R$ 50,9 mil brutos por mês.

A Recomendação nº 75/2020 permite aos tribunais regulamentar o pagamento de 1/3 do subsídio do magistrado a título de compensação para juízes que atuarem simultaneamente em mais de uma vara do Judiciário ou acumularem “acervo processual” sob sua responsabilidade.

A “recomendação” foi pedida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Segundo a entidade, os próprios tribunais podem estabelecer diretrizes e critérios para distribuição do benefício. A norma baixada por Toffoli é que tal verba se sujeite ao teto de remuneração, que limita o ganho ao salário de ministro do STF, que é de R$ 39,2 mil.

Segundo o CNJ, o custo médio mensal de cada magistrado é de R$ 42,5 mil na Justiça do Trabalho; R$ 52 mil na Justiça Federal; e R$ 75,4 mil no TST. Tais setores não são atingidos pela reforma administrativa do Governo Federal.

Entrementes, os servidores do Judiciário, que são atingidos pela reforma, ganham entre R$ 13,5 e R$ 23,5 mensais.

A reforma administrativa foi enviada ao Congresso, mas pode ser travada justamente por causa da exclusão dos magistrados. O Ministério da Economia sustenta que “a Constituição não permite ao Poder Executivo propor uma nova regra para membros de outros Poderes”. Isso ficaria a cargo do próprio Congresso. 

 Tem mais!

 

O procurador-geral Augusto Aras assinou portaria que estabelece critérios para os procuradores receberem um benefício por “acúmulo de função”.

O penduricalho, a cada mês, será de R$ 11.198 correspondente a um terço do salário de R$ 33,6 mil fixado para os cargos de entrada dos procuradores no órgão.

 Ágeis legisladores

 

O Congresso brasileiro é lento na aprovação de leis. Toffoli e Aras são rápidos na edição de “portarias” e “recomendações” que substituem normas que devem emanar de um poder soberano e que regulam a conduta de uma sociedade.

Irônica e jornalisticamente, chama-se a isso “Enganem-me, que eu gosto”...

É um provérbio que expressa a sabedoria popular.

SINAL VERDE PARA NOVOS PENDURICALHOS

Sem lei, mas graças à “Recomendação” nº 75/2020.

Clique para conhecer.

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