Ir para o conteúdo principal

Edição Extra, interrompendo, em 11.1.2020, as férias da Equipe Espaço Vital
https://espacovital.com.br/images/sala_audiencias.jpg

O juiz chamado à colação



Imagem Visual Hunt meramente ilustrativa

Imagem da Matéria

Cada região do Rio Grande do Sul tem as suas peculiaridades culturais. Nas cidades de fronteira predomina o jeitão gaúcho e a larga sinceridade. Lembro de um restaurante no Alegrete, onde o garçom - quando escolhi o meio frango com polentas - permaneceu parado e pensativo até sentenciar: “Doutor, tenho que ser honesto, é pouca comida para um homem do seu tamanho”. 

Respirei fundo e complementei o pedido, com um salsichão. “Agora sim vai dar para matar a sua fome” - sentenciou o garçom.

----------

Em uma família da fronteira, cujo patriarca cultuava as tradições gauchescas, preponderava a determinação para que todos os machos “se formassem na advocacia”. Um deles ao iniciar na profissão recebeu uma recatada senhora, vestida com discrição e que deixava transparecer muito constrangimento. 

Depois de sentir-se mais à vontade ela contou o seu caso. Era de separação do marido que ela insistia em frisar que “não suportava mais”.  O marido não bebia, era trabalhador, fiel e um bom pai.  Em todos os contatos a causa especifica jamais fora revelada.

Ajuizado o pedido de separação, como de praxe é designada uma audiência de tentativa de reconciliação.

Frente à frente na mesa de audiências, os cônjuges acompanhados dos advogados, veem o jovem juiz recém chegado da capital sentar-se na cadeira de espaldar alto postada abaixo de um grande crucifixo.

Respeitosamente e com muita cautela, o magistrado pondera acerca da importância da família para a formação dos filhos.  O clima é de serenidade, contrariando a hostilidade habitualmente reinante naquela sala.

Por oportuno, o juiz consulta a mulher: “Minha senhora, pense bem em dar uma segunda chance para o seu esposo”. 

Ela, com a face vermelha e a boca trêmula, de pronto reage, quase perdendo o controle: “Doutor esse homem é um tarado!”

E afastando consideravelmente uma mão da outra em paralelo, para dar uma ideia de tamanho =algo em torno de uns 25 centímetros - a mulher desabafa interrogativa: “O senhor sabe o que é levar um troço assim, todas as noites?”

O magistrado de imediato levanta-se. E logo alerta: “Minha senhora eu não sei nada disso...”

A separação é consumada e devidamente averbada.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Mais artigos do autor

Imagem: Freepik - Arte EV

O meu advogado se vendeu!

 

O meu advogado se vendeu!

“E tem também aquela situação que enfrentei com um cliente amigo, de formação universitária, dono de uma construtora. Ele me liga, no sábado pela manhã, em pânico buscando orientação: ´Tchê, fui no Água na Boca e flagrei a minha advogada dançando com o advogado de uns reclamantes´”...