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Edição Extra, interrompendo, em 11.1.2020, as férias da Equipe Espaço Vital
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A bola de toga



Foto: TJRS (E); Divulgação: Palácio Piratini (D)

Imagem da Matéria

No próximo dia 25 ocorrerá a reunião virtual do Conselho Deliberativo do Inter que definirá os dois candidatos que serão submetidos aos votos dos associados. A divisão política reinante não ensejará que um dos candidatos obtenha maioria absoluta, ou seja a eleição apenas pelos conselheiros.

Um dos candidatos, o da situação, é o desembargador Guinther Spode, que já foi presidente da Ajuris (1994/1995) e vice-presidente do TJRS (2012/2013). Há, pela oposição, o desembargador aposentado José Aquino Flores de Camargo. Ele já presidiu a Ajuris (2002/2003) e também o TJRS (2015/2016).

Há mais dois candidatos de oposição: um é médico e o outro confesso que não sei qual a sua atividade profissional. Apenas registro imprecisamente na memória ter ele presidido o DETRAN no governo Tarso Genro e atuado como servidor ocupante de cargo em comissão da Assembleia Legislativa. Se não estou enganado, era como coordenador da bancada do PT, concorrendo como candidato a deputado pela mesma legenda. 

Não deixa de ser curioso a presença de dois desembargadores na disputa clubística.

Aquino há anos está vinculado ao clube e atualmente preside o Conselho Deliberativo, embora licenciado e está aposentado. Guinther está em plena atividade jurisdicional e, caso eleito, estaria violando o regramento que afasta magistrados das atividades de direção em pessoas jurídicas. Ele esclareceu que se eleito encaminhará antecipadamente à posse, o seu pedido de aposentadoria, o que garantiria  legalidade ao ato.

Tem sido frequente a participação de juízes, desembargadores e até mesmo de ministros das cortes superiores, em cargos nos clubes de futebol.  O mesmo se dá relativamente aos membros do Ministério Público.

Não acho negativo, pois há muito entendo que para presidir um clube de futebol, com orçamento milionário, é preciso ser clara a atividade profissional do principal mandatário e dos seus pares. Vale lembrar que, ao contrário do que muitos imaginam, a atividade diretiva, salvo aquelas destinada aos profissionais, não é remunerada.

É muito bom saber o que cada um faz profissionalmente.


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