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Edição Extra, interrompendo, em 11.1.2020, as férias da Equipe Espaço Vital
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Adiós, Coudet!



Montagem EV sobre foto SCI (Divulgação)

Imagem da Matéria

Nós, colorados, fomos surpreendidos com a notícia de que Eduardo Coudet estava abandonando a barca. No final da tarde de ontem (9), a notícia foi confirmada, assim como a contratação de Abel Braga.

Sobre o Coudet, refaço o meu conceito, pois a sua intempestiva saída é lamentada muito mais pelo que poderia vir a ser do que pelo que foi.  Não há dúvida do que ele efetivou: a liderança no Brasileirão e o avançar na Libertadores e na Copa do Brasil.

Ocorre que, durante todo o período em que treinou o Internacional, não construiu um time estável. As oscilações da equipe não são apenas fruto do plantel “corto”, mas também da teimosia do argentino. É um técnico atualizado, porém inflexível na estratégia, pois não relativizou as suas convicções para tirar do time o melhor.

Além disso, a sua insistência com alguns jogadores - Musto por exemplo - deve ter sido a causa da visível insatisfação do grupo. Somam-se as especulações de animosidades com Rodrigo Caetano, o que não sabemos se verdadeiras.

De toda a sua passagem, cercada pela compreensão e paciência da torcida, restou a forma pouco profissional de como deixou o comando da equipe, em meio a competições quando se avizinham partidas decisivas.

Mas o que esperar de um treinador que testemunhou a desagregação do departamento de futebol?  O que esperar do treinador que está envolvido por um processo político fratricida?

Coudet conviveu com dirigentes de futebol fracos, sendo que o último ao invés de respaldar o time, acumulou derrotas em Gre-Nais sempre com a cabeça fixada em seu projeto pessoal de presidir o clube, mesmo sem contar com o apoio do presidente.

Sigo afirmando: o pior que poderia acontecer foi manter o calendário eleitoral. Trocar a direção do Internacional antes do término das competições. Não podemos esquecer que, assim como Coudet, especula-se acerca da saída do Rodrigo Caetano. Quando preponderam os interesses pessoais é certa a destruição do vestiário – foi o que aconteceu.

O mais impressionante é admitir que ele possa ter trocado o Sport Club Internacional pelo cambaleante Celta, de Vigo (Espanha).

Quanto a Abel Braga, que tantas alegrias nos deu, considerando que o tempo não para, resta perguntar: qual é o Abel que está vindo?

Parece que o maior carrasco do Internacional no momento é o próprio Internacional.


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