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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 27 de novembro de 2020.
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“O Sistema Azul” – nova desculpa da IVI? A sabujice futebolística!



Reprodução do Globo Play - Arte EV

Imagem da Matéria

Vejo nas redes sociais que há um contra-ataque de um setor da IVI – Imprensa Vermelha Isenta, usando como estratégia chamar “a maior parte da imprensa” (sic) de Sistema Azul. A melhor defesa é o ataque, pensam. Bom, depende de onde vem, diria o velho Barão. Por vezes, de onde menos se espera...

Na verdade, seu mentor nem é IVI, porque IVI é quem é vermelho e diz que é isentão. Esse jornalista, portanto, é ex-Ivista (por circunstâncias).

Por que ex? Porque em uma gravação, Fabiano Baldasso confessa que durante anos atuou na RBS e atuava de forma subserviente, para, segundo ele, não desagradar o presidente da empresa, gremista.

Denuncia, portanto, a falta de liberdade. Claro, só agora. Ou era aquilo que já no século XVI o jovem Étienne de La Boétie denominou de Discurso da Servidão Voluntária?

(Atenção: vejam a entrevista de Nelson Sirotsky no Programa de Jô Soares. Ela poderá ser acessada via link aposto no final desta página).

Assim, a “confissão” do Baldasso é um tiro no pé. Porque mostrou como um repórter atuou escamoteando a sua paixão clubística. Nem “bem IVI” era, se fizermos uma epistemologia acerca do que é isto – “ser IVI”.  Todavia, como também atuou de forma remunerada para o Inter, fica no limbo entre chapa-branca-vermelha e IVI.

O niilismo é uma prática comum no jornalismo. O niilismo não respeita fatos. Não respeita qualquer possibilidade de objetividade. O exemplo mais candente de niilismo é o personagem Rodion Românovitch Raskólnikov, de Crime e Castigo, de Dostoiewsky. Depois de matar a dona da pensão, ele diz: eu cometi um gesto extraordinário.

Mais ou menos o que faz o jornalista Baldasso. Confessa que, como funcionário da RBS, não praticava a independência (o vídeo está disponível na internet – minutos 6 ao 11).

Agora vem falar de Sistema Azul, negando os fatos notórios da existência da IVI, verdade que Ricardo Wortmann já provou de há muito.

Por isso, caro Ricardo (Corneta do RW), precisamos urgentemente terminar de escrever o livro sobre a IVI – que até já tem nome: “No Princípio era a IVI...” - , mostrando todas as provas, que vão desde a criação de uma novilíngua futebolística (tipo transformar segundona em Brasileirão B) até as manchetes tendenciosas cotidianas das diversas sucursais da IVI (Centro, Ipiranga, Morro e Orfanotrófio). A IVI é da década de 40 do século XX.

Qualquer pessoa que não queira emitir juízos falsos dirá o obvio: é evidente que existe a IVI. Ou Mauricio Saraiva, Diogo Olivier, Reche, Gross, são peças de ficção? Bom, sem contar jornalistas como Guerrinha, que não são IVI. São assumidamente vermelhos.

Interessante é que os propagandistas do Sistema Azul eram, antes, IVI (estão no “time são Corneta RW de 2015). Agora são assumidos vermelhos. Coincidência?

Fosse na área jurídica, o jornalista cairia na cláusula “venire contra factum proprium”. É o que se chama de “comportamento contraditório”. Lá em 1895, nos Estados Unidos, no caso Riggs v. Palmer, esse princípio foi institucionalizado, para evitar que o neto que matou o avô pudesse ficar com a herança. Afinal, matara o avô exatamente para evitar que o idoso mudasse o testamento, já que se enrabichara com uma mulher bem mais jovem, e ele – o neto - achou que seria excluído.

Por tudo isso, negar a IVI e inventar um tal de “Sistema Azul” é apenas um “venire contra factum proprium”. Nada mais do que isso.

And I rest my football case.

VEJA A ENTREVISTA DE NELSON SIROTSKY. Ele deixa claro, ali pelo minuto 2, que a RBS é vermelha. Como duvidar do dono da empresa? 


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