Ir para o conteúdo principal

Porto Alegre,sexta-feira, 5 de março de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 9).
https://espacovital.com.br/images/jus_azul_especial_cigarra_2.jpg

O lançamento do Selo Formiga Tricolor! E a guerra contra a Cigarra Azul!



Arte EV sobre foto Divulgação CBF

Imagem da Matéria

  • Há limites para tudo: o VAR e a arbitragem são coisas patéticas. Ridículas. O VAR é um álibi retórico para fazer sacanagem com times de futebol. O VAR é como o jogo da Katchanga Real (saiba mais clicando em link disponível no final). O sujeito grita a palavra “Katchanga” e vence. Só que isso não basta, porque o VAR tem o salto paradigmático: a “katchanga real”. E há uma palavra mágica que todo comentarista de arbitragem preguiçoso e/ou mal-intencionado usa: “lance de interpretação”!

Coincidência que o VAR beneficia o Inter, estando Noveletto na CBF. Coincidentemente, Noveletto é colorado. E, coincidentemente, Leonardo Gaciba é o cara do QI. Sim, Gaciba, na tradução do sânscrito clássico, quer dizer “aquele que indica os árbitros e os responsáveis pelo VAR”. Eis o QI alto.

  • Bastidores: dizem que foi aplicado um teste para os árbitros – esses que cometem esses erros crassos e patéticos. Gaciba propôs o exercício: se há uma regra que diz que os árbitros devem usar uniforme padrão em todos os jogos, sobretudo nos jogos oficiais, como você interpreta? O juiz do Gre-Nal, o do jogo Grêmio x São Paulo e o de ontem responderam: “Essa é fácil, professor. Uso uniforme nos jogos não oficiais e meto um capote enorme (um sobretudo) nos jogos oficiais”. E Gaciba deu nota 10 para os três. Grandes filósofos ludopédicos.
  • Outro teste: este aplicado a Sálvio Espindola e Diori. Se tem uma regra que diz que é proibido levar cachorros no estádio e um sujeito leva um urso, pode? Os dois responderam: “Claro. Só cachorros estão proibidos”. Ganharam 10 com louvor. E o professor Gaciba fez mais uma pergunta: “E se aparece um cego com um cão-guia? O que fazer? Os dois: “Cartão vermelho. Estão proibido cães!”.
  • Mutatis, mutandis, é assim que interpretam as regras do futebol com ou sem VAR. Claro, coloque-se um pouquinho de maldade, clubismo e quejandos e teremos a tempestade perfeita. Há que saber se os clubes suportam tudo isso. E se os torcedores são tolos, burros e que não percebem o tamanho do buraco em que está a arbitragem no Brasil. E sempre pode piorar. Depois do Gre-Nal, o Grêmio achou que não passaria por algo pior. Ledo engano. Apareceu o ludo hermeneuta Wilton Sampaio (esse que aparece na foto acima).
  • OK, a arbitragem é ruim, foi ruim e continuará ruim. O problema é de conceito. Trata-se da insuficiência epistemológica que assola o departamento. Com ou sem Gaciba. Não há proibição de que árbitros e controladores de VAR leiam e estudem.
  • Não gosta do que faz... O que quero também registrar é o seguinte: tudo bem que parte da sociedade não gosta do futebol, mas o time do Grêmio parece que também não gosta do que faz. O editor do Espaço Vital Marco Antônio Birnfeld e eu – e penso que falo por uma boa parcela de gremistas – gostamos do bom futebol. Mas, para isso, tem de ter vontade. De vencer. De jogar. De disputar. Cascudos dão vexame. Meninos aprendem com os cascudos. Alguns passeiam em campo. Comportam-se ridiculamente.
  • O jogo contra o Santos deveria gerar multa gravíssima para Renato e multa de média gravidade para os jogadores. Vendo um Grêmio melancólico, fico com a certeza de que estamos vivendo o fim de um ciclo, mesmo que o Dr. Adalberto Preis fique irritado com isso. Ele e a torcida do Renato Portaluppi Futebol Clube.
  • A Cigarra Azul: Lancei na coluna passada a Campanha contra a Cigarra Azul. Ou acabamos com a cigarra azul ou ela acaba com o Grêmio. Para tanto - o editor e eu afinados - idealizamos o Selo Formiga Azul de Qualidade (SFAQ). Isto quer dizer, desenhando para os que interpretam textos ao modo dos árbitros da CBF: o time do Grêmio está de há muito jogando como cigarra! E precisamos de formigas. Que trabalhem. Inclusive o nosso goleiro Vanderlei que parece não treinar para pegar pênalti. Nunca pegou um, ao que lembro.
  • Para fechar: Um de meus primeiros processos em que atuei quando promovido a procurador junto ao TJRS foi de um caso de um sujeito que tentou se matar com um tiro e não conseguiu. Salvou-se milagrosamente. Quando saiu do hospital, foi processado pelo promotor...pelo crime de porte ilegal de arma. Esse promotor deve ter escrito os compêndios para os cursos de arbitragem da CBF. Aulas de hermenêutica!

 

Para ler sobre a Katchanga Real, clique aqui.

 

 

 


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Mais artigos do autor