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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de junho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 22).
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A venda de armas no Brasil e o seu ranqueamento



Arte EV

Imagem da Matéria

PONTO UM:

 O uso de armas de fogo para defesa pessoal - portanto, uso liberado ao grande público - sempre foi um tema polêmico com apoiadores, contrários radicais e os reticentes, não só no Brasil. Particularmente, eu não saberia o que fazer com uma arma, o que representaria um trambolho na minha vida: onde guardar? Como evitar que outras pessoas tivessem acesso à arma, etc.?

Mas respeito aqueles que se sentem mais seguros, quiçá mais fortes, se tiverem uma arma ao seu alcance.

Por outro lado, uma regulação mínima sobre a aquisição de armas é também indispensável. Liberar armas de fogo não significa dispô-las em balaios para qualquer interessado na aquisição. Mas, não é esse o ponto a ser aqui enfrentado.

Em janeiro foi divulgado o significativo aumento na compra de novas armas de fogo, alcançando o número de 180 mil recentes unidades, o que, segundo a Polícia Federal, representou um aumento de 91% em relação ao ano anterior: de 94.064 aquisições registradas em 2019 alcançou-se o número de 179.771 novas armas adquiridas, batendo um recorde desde 2009, quando teve início a série disponibilizada pela instituição.

Aliás, deste número, 122.372 foram atribuídas exatamente a aquisições feitas por cidadãos, ou seja, para uso de defesa pessoal - assim, cerca de 70%. Fala-se, inclusive, em uma política de barateamento no preço das armas de foto para aumentar o seu comércio para outras camadas da população.

 

PONTO DOIS:

 Politicamente, os leitores podem concordar ou discordar dessa orientação, mas o fato é que durante a campanha de Bolsonaro, a venda de arma a cidadãos comuns, para uso de defesa pessoal, foi sempre uma bandeira insistentemente levantada, e o resultado das urnas acolheu essa orientação. Fato consumado.

Compra quem quer; e não compra quem desaprova. Democrático, sem dúvida, mas até que ponto representa uma evolução quanto ao exercício da cidadania, já é outra coisa.

Espera-se, claro, que essas novas armas no cotidiano se limitem mesmo à defesa pessoal, mas aí é entrar numa seara quase que de outra dimensão, que este espaço não comporta. Confesso, porém, que gostaria de ver ou ouvir outras notícias nos ranques nacionais. Por exemplo: o significativo aumento na compra de livros, físicos ou digitais, propagando o conhecimento, especialmente entre a população mais carente, com uma política de barateamento para um acesso mais universal.

A redução de preço dos medicamentos também seria uma notícia alvissareira.

E, já que terminei o ano de 2020 falando em vacina para enfrentar a pandemia do corona vírus, por que não a tão almejada vacina, com aquisições aceleradas e em número que atenda a grande população, nos protegendo desta praga, que iniciou em 2019, persistiu em 2020 e continua presente no nosso cotidiano de 2021?


A PALAVRA DO LEITOR

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