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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de julho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 27).
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Enfeiou para o nosso lado!...



Foto de Thiago Ribeiro/AGIF

Imagem da Matéria

Por aqui não se comemora vice-campeonato; é o tudo, ou é o nada. Tínhamos uma grande expectativa com o confronto no Maracanã, uma vitória nos levaria à conquista antecipada do título. Infelizmente perdemos para o outro postulante. Se, agora, adiantasse alguma coisa, poderíamos dizer que jogamos de igual para igual e, durante o primeiro tempo até mesmo melhor.

Nenhum atleta foi destaque no Inter, embora o nosso treinador com a sua habitual criatividade tenha escalado o “melhor disponível”, superando as dificuldades decorrentes das lesões de alguns.

Não faltou futebol, tanto que o Inter iniciou ganhando, situação difícil de imaginar. É de lamentar a forma como ocorreu o primeiro gol do Flamengo – literalmente dois jogadores nossos “pipocaram”, tipo ´deixa que eu vou´ e ninguém foi na bola. Uma ausência de concentração para um momento tão importante como aquele. ´

Mas o pior estava por vir. O nosso homem de R$ 1 milhão foi expulso mesmo após o árbitro ter consultado as imagens de um choque faltoso polêmico.

Juntamente com o Carlos Papaleo e o Aquino tivemos intensa participação no escândalo do roubo do título de 2005, - láurea que, por mérito, é do Internacional. Apesar disso, não avalio como semelhantes as situações. Aquela foi previamente organizada e operacionalizada por uma verdadeira quadrilha. Agora, relativamente ao Flamengo, o que pesa é o seu imenso prestigio político na estrutura do futebol brasileiro. Tanto isto é verdade que o presidente Noveletto, hoje vice-presidente na CBF simbólica, previa e providencialmente visitou a delegação do Internacional.

Todos se prepararam para o jogo, mas faltou o algo mais que nunca é característico aos dissimulados e aos ingênuos. A atual direção colorada que durante toda a gestão passada esteve no comando da administração do clube e também do futebol deveria no mínimo suspeitar que, em conjunturas assim, deve se impor de todas as formas, com a força de um dos maiores clubes do Brasil.

Em vez disso o atual vice-presidente de futebol reclamou da ausência de cortesia do Flamengo ao destinar aos nossos dirigentes lugares que avaliou como não estando à altura daquilo que imaginam merecer. Cuidado JP, a Libertadores vem ai, onde as dificuldades são do tamanho da disputa, e a cortesia não é uma marca.

Por sua vez o sorriso fácil do presidente não atuou antes do jogo deixando para depois da vaca quase ter ido para o brejo a sua visita ao comandante da arbitragem brasileira.

Não vou guardar segredo pois todos precisam saber que, nos dias que antecederam a partida com o Flamengo, nosso sorriso fácil ocupava-se em promover notificações em face de associados e torcedores que expunham nas redes sociais interpretações com as quais não concordava.

Senhor presidente, um conselho que, nas linhas seguintes, dou apenas em razão da idade. “Não perca tempo com aquilo que não importa para sustentar os grandes passos. O seu maior ou menor prestigio com a torcida virá da conquista de títulos que, o senhor nos deve todos dos últimos quatro anos”.

No futebol tudo é possível. Pra dentro deles, Abelão.


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