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Porto Alegre, terã-feira, 20 de abril de 2021.
(Próxima edição: sexta-feira, 23).
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Porque o Internacional é roubado



Pedro H. Tesch/AGIF

Imagem da Matéria

É histórica a centralização do futebol no eixo Rio - São Paulo, o que foi agravado pelos interesses do televisionamento que busca a maior audiência. Isso colaborou para que a estrutura diretiva do futebol brasileiro sofra forte influência dos chamados grandes, aqueles que possuem expressiva torcida em todo o país e, assim, milhões de espectadores.

Em 2005 uma organização criminosa retirou do Internacional um título brasileiro que, por mérito, era seu. Uma vergonhosa página na história.

Agora, não com a mesma expressão e violência, em pequenos “erros de interpretação”, o título nos foi surrupiado.  A realidade poderia ter sido atenuada, não fossem alguns resultados de campo inaceitáveis, e os retumbantes erros administrativos de planejamento. Repito: os que hoje comandam o clube são os mesmos responsáveis pelo retrospecto incipiente da gestão que integravam.

A respeitabilidade de uma instituição, mesmo um clube de futebol, depende dos seus acertos constitutivos do seu prestígio.

Um saudoso amigo e grande colorado - Carlos Cesar Papaléo - indignado com o roubo de 2005, foi autor de um artigo: “A BOLA PUNE”. Nele aborda as conquistas do Internacional da Libertadores e do Mundial Fifa e a derrocada do Corinthians no pós-surrupiar. As conquistas internacionais colocaram o colorado entre os maiores clubes do mundo e, por consequência, alvo de respeito pelas organizações e times adversários. 

Repetimos a conquista da Libertadores e disputamos novamente o Mundial. Lembram do Abbondanzieri revertendo um pênalti marcado em nosso desfavor?

Depois disso o Internacional caiu de divisão, seus dirigentes protagonizaram intervenções ridículas após a tragédia com a Chapecoense e o clube teve que enfrentar um rumoroso caso de desvio de valores do seu caixa. Além disso, o Inter não revelou grandes jogadores, não ganhou regionais, iniciando uma lamentável série de derrotas em Gre-Nais.

A circunstância autorizou que diante de qualquer dúvida a decisão fosse contrária ao nosso Clube.

Só há uma forma de mudar a conjuntura desfavorável: jogar um inquestionável bom futebol e ter dirigentes que se façam respeitar, entendendo a dinâmica da máquina que administra o futebol brasileiro.

O ano de 2021 é decisivo para mudar os rumos da nossa recente trajetória. Precisamos fazer diferente e mais, embora com os mesmos dirigentes da última e desértica e raquítica gestão de futebol e finanças.

A nós, torcedores, resta torcer e - para alguns, os que têm fé e acreditam que sorte existe - rezar.

Merecido o título do Abel Braga de melhor treinador do Brasil; ele é Sport Club Internacional.


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