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Porto Alegre, terã-feira, 20 de abril de 2021.
(Próxima edição: sexta-feira, 23).
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Há sempre o dia em que a casa cai



Arte EV - Chargista André Guedes

Imagem da Matéria

Não vai nenhuma corneta ao rival, mesmo porque nós, colorados, deixamos de ganhar um título por exclusiva responsabilidade.

O rival foi a campo com uma imensa desvantagem em se tratando de uma final – deixou de viabilizar a conquista em sua casa, ao perder para o Palmeiras.

É o futebol como ficou eternizado na frase: nele se ganha, se perde e se empata.

Mas a abordagem é outra. No futebol, como na vida, vivemos de valores mágicos, cercados por um otimismo alucinante e que não resiste a meio segundo de racionalidade.  Nisso está inserto aquele conceito de imortalidade – carimbo que caracterizaria uma condição de perenemente superação das adversidades concretas.

Seria como se as condições objetivas não preponderassem e fossem mitigadas por aquilo que se tornou inevitável como prognóstico. Mas não é assim.

Ao longo dos anos, o dinamismo nas alterações diretivas dos clubes, dos atletas que compõem o plantel e do seu comando técnico, são excludentes dessa pretendida marca genética. Passado um tempo, nem mesmo o poderoso Barcelona mantém o seu status. Entretanto há quem prefira a magia irracional à realidade. Quem sabe não é justamente esse o atrativo ficcionista do futebol para as multidões.

O herói de uma partida é o flagelo de outra, o sentimento de invencibilidade que acalentava  sonhos muito além das possibilidades dá lugar ao vazio de expectativas.

O que não compreendo no futebol é como, em determinado momento, alguém que comanda tecnicamente uma equipe adota a postura delirante da arrogância, desafiando a tudo e a todos. Futebol exige muito trabalho sério, despido de bravatas provocativas.

O futebol gaúcho chegou perto de dois títulos importantes e - como diz um amigo - quando a derrota é por detalhe, preponderou a incompetência e não o abandono da mística.

Sigamos crendo e às vezes sonhando.


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