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Porto Alegre, terã-feira, 20 de abril de 2021.
(Próxima edição: sexta-feira, 23).
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Sangrando o Internacional: a quem serve?



Imagem: healthline.com

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A realidade da estrutura orgânica dos clubes de futebol brasileiros é permissiva, autorizando pelas estruturas contaminadas e politicagem de toda sorte, desvios e favorecimentos. Não há um modelo transparente de gestão clubística e os gestores postam-se como imperadores rodeados por uma corte invariavelmente de bajuladores.

No Internacional a chamada gestão Piffero é identificada como a mais nefasta ao que se quer de idôneo. Não é preciso relembrar que ele chegou lá com o voto dos sócios e o apoio explícito de figuras de imensa relevância na história colorada. O mesmo ocorreu na defesa da pretensa aventura da reforma do estádio com recursos próprios.

Na época, consagrando a ideia de compadrio, o dirigente mais vitorioso da nossa trajetória orgulhava-se em afirmar: “Tenho amigos dos dois lados, prefiro não me posicionar”.  Típico manejo de um debate de bar, onde a omissão é tolerada em nome da pretensa amizade, eis que tanto faz o que vier a ser.

Na semana passada foram divulgadas novas informações acerca da denominada “Operação Rebote”- investigações dirigidas pelo Ministério Público do RS. Desperta a atenção o procedimento sistemático, homeopático e seletivo que vem a público vazar notícias. Seguem as investigações sem as devidas sanções, pois tudo pendente do processamento.

No âmbito interno foram apontados responsáveis e, inclusive, excluídos do quadro social o que é fato que ingressa deletéria e indelevelmente nas biografias com efeitos inimagináveis.

O mais retumbante é que pouco mudou em termos de transparência administrativa. Os verdadeiros donos do clube – que são os sócios - continuam reduzidos aos espaços meramente institucionais para a ciência daquilo que está ou, ao menos, dizem que está, sendo planejado ou praticado.

Todo o cuidado é pouco! Justamente a atual diretoria – que elegeu-se guarnecida por uma rede de impulsionadores e influenciadores digitais, identificados  por postagens inconsequentes, difamadoras  e injuriosas - não tem manejado as redes oficiais do clube no intuito de informar. Essas figuras das redes sociais, escondidos atrás dos teclados e monitores, se não em outros países, são hoje, lastimavelmente, aqueles que formam ou deformam os fatos – sempre parcialmente.

São muito menos colorados do que obstinados injuriosos. Eles decidem eleições integrados em um ambiente de busca por notoriedade irresponsável e covarde. Onde estão os espaços democráticos de discussão dos atos da gestão?

Quanto ao valoroso Ministério Público é preciso que faça o seu trabalho descortinando em uma única oportunidade para todos os veículos de comunicação as suas conclusões. A forma midiática utilizada para passar informações à imprensa sangra desnecessariamente um clube que tem a sua história esculpida no Rio Grande do Sul, no continente, no Brasil e no mundo.

É um desafio à reflexão dos colorados que sinceramente desejam o resgate do nosso orgulho, superando todos os recentes episódios que nos entristeceram.

Para isso é indispensável comando e vontade. A atual direção tem a obrigação de ganhar o Campeonato Gaúcho, não há espaços para erros.

Tristemente vivemos uma realidade avassaladora, a pior crise sanitária já vivida no Brasil. Os números compostos pela perda de vidas, pessoas queridas, parentes, amigos e conhecidos são compatíveis com o flagelo  das guerras.

Força a todos e o máximo de cuidado é pouco!


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