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Porto Alegre, terã-feira, 20 de abril de 2021.
(Próxima edição: sexta-feira, 23).

Um olhar de esperança aos advogados e advogadas



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Dr. Dartagnan

Por Dartagnan Limberger Costa, advogado (OAB/RS nº 72.784 – advdartagnan@gmail.com

Após passados os tempos iniciais da pandemia e a melhor adaptação à situação que a época se desenrolava, nós - advogados e advogadas - começamos a aprender a nos adaptarmos a uma nova realidade, que possivelmente jamais tenhamos pensado - em pleno século XXI - em vivenciar.

Mudanças drásticas na forma de atuação jurídica, bem como na própria forma de viver em sociedade e no convívio familiar se impuseram duramente sobre todos nós. O contato com os clientes tornou-se mais exíguo e a propositura de novas demandas diminuiu drasticamente.

Processos físicos parados, audiências de instrução sem andamentos, fóruns fechados e consequente redução na emissão de alvarás. Boa parte da Justiça, de uma certa forma estagnou-se, sendo inviabilizada, de forma direta ou indireta, por decisões de gestores que “justificam” tais medidas em face da pandemia... Mesmo que muitas delas pareçam, a esta altura da situação, desarrazoadas.

Redução de nossa atuação, relativização de nossa essencialidade, problemas financeiros e psicológicos são sutilmente notados ao tratar com alguns colegas. Um ar de pessimismo e sofrimento se condensa em lágrimas em algumas conversas. Por mais que se desenvolvam esforços junto às redes sociais, por meio de reuniões virtuais, “lives”, etc., buscando minorar um pouco as situações que vivenciamos em nossa vida jurídica, há que se notar que o exercício pleno da advocacia é muito maior do que ficar apenas atrás de um computador.

Expresso minha preocupação com tudo isso, pois a cada dia que passa parece que somos relegados mais à nossa própria sorte. Tenho até mesmo dúvidas se, de fato - com o discurso da vacinação ampla - haverá uma resolução definitiva no retorno de nossas atividades de forma plena. Entendo que não devemos achar ou escolher culpados. Creio que as condutas adotadas pelos nossos gestores, em suas visões, podem ser as mais corretas, considerando a situação, mas é preciso que ocorra a busca por algum “meio termo”, que viabilize nossa plena atuação.

Mas, até encontrarmos um meio de amenizar a situação, concito para que todos nós aceitemos as dificuldades que se apresentam, mas não abandonando a crença de que a melhora virá e que nos manteremos firmes aos nossos deveres. Que evitemos falar sobre os aspectos negativos da situação e das provações que a pandemia acaba trazendo para nós.

Esforcemo-nos para manter a tranquilidade, não recorrendo às violências decorrentes dos maus pensamentos e das palavras que agridem, pois a grande maioria de nós, colegas, estamos em situação muito parecida, vivendo, cada um à sua maneira, as dificuldades próprias da casa e da profissão.

Concluo com rogativas de empatia e perseverança para todos nós, pedindo a proteção de Deus para que ilumine nossos gestores públicos no combate à pandemia, reforçando-se a necessária empatia por parte do Poder Judiciário para com todos os colegas advogados. E que, por fim, fortaleça-nos para superarmos as dificuldades da falta de nosso pleno exercício profissional.


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