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Porto Alegre, sexta-feira, 14 de maio de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 18).

Conselho de Engenharia cassa o registro profissional de Pedro Barusco



Imagem: Estadão

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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) cassou o registro profissional de Pedro Barusco. Ele foi enquadrado no artigo 75 da Lei nº 5.094/66, que trata sobre crime infamante. Isto é, manchar a imagem da categoria profissional (engenheiro) a que pertence. Cabe recurso ao CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

Barusco foi gerente de serviços da Petrobras e um dos personagens-símbolo da fase inicial da Lava-Jato. Em setembro de 2015, foi condenado a 18 anos, mas cumpre a pena em regime aberto. É que ele firmou um acordo de delação premiada e formalizou a devolução de US$ 98 milhões.

Pensando bem...

Aliás... pensando mal.

Se Barusco devolveu 98 milhões de dólares, quanto terá separado para si e para o partido?

E-mails para 123@espacovital.com.br .

Propinas endêmicas...

Em depoimentos na CPMI da Petrobras, Barusco afirmou que o pagamento irregular era "endêmico" e "institucionalizado"’. Disse ainda que, junto com seu antigo chefe Renato Duque, ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras, recebeu pagamentos relativos a mais de 60 contratos firmados pela estatal. E apontou que “Duque ficava com a maior parte da propina”.

As declarações de Barusco foram incluídas pela Polícia Federal nos relatórios finais dos inquéritos relativos às empreiteiras Engevix e UTC Engenharia e Constran.

Conforme a pena, ele usou tornozeleira eletrônica por dois anos (período já cumprido) e não poderá sair de casa entre 20 horas e seis horas, além de prestar 30 horas de serviços comunitários por semana.

A devolução do dinheiro

Após tornar-se delator do esquema em troca de redução de pena, Barusco comprometeu-se a devolver recursos enviados ao exterior, em contas na Suíça. Em 11 de maio de 2015, a Procuradoria-Geral da República repassou à Petrobras R$ 157 milhões desviados pelo engenheiro.

No total, a Lava Jato recuperou R$ 182 milhões, somente da parte de Pedro Barusco. Além dos 157 milhões de reais já repatriados, há ainda quase R$ 60 milhões em dólares (USD 12.459.685,51), euros (EUR 222.191,59) e francos suíços (CHF 1.118.606,43) que precisam ser convertidos e também serão depositados na conta da 13ª Vara Federal de Curitiba para posteriormente serem repassados à estatal.


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