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Porto Alegre, sexta-feira, 14 de maio de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 18).
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Fala, fala e não entendo nada



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Não pretendo comentar o primeiro jogo do Internacional na Libertadores – hoje contra o Deportivo Táchira - deixando assim de alimentar os comentários furiosos dos fundamentalistas que apoiam tudo incondicionalmente, um cacoete que trouxeram da política partidária.

A respeito do técnico espanhol uma única frase: está mais perdido que cachorro que caiu do caminhão de mudanças.

Os jogadores de futebol como todos os profissionais, guardam grandes diferenças intelectuais e comportamentais entre eles. Devemos levar em conta a origem social e o desenvolvimento seletivo da vocação futebolística. Não é raro encontrarmos atletas com grandes limitações, mas que protagonizam jogadas e lances inacreditáveis. Apenas eles conseguem perceber mentalmente as possibilidades em campo.

Há exceções à regra, alguns atletas cujas famílias enquadravam-se como da classe média, se destacam intelectualmente. Há exemplos: Fernandão, D’Alessandro, Falcão, Vinícius e tantos outros.

Quando eu não conhecia a realidade do vestiário e ocupava a vice-presidência responsável pelos canais de comunicação do Internacional e as estratégias de relacionamento com os demais veículos, fui convidado a conversar com o plantel acerca das cautelas necessárias. Alguns vinham de outros estados e deviam ser alertados de alguns aspectos, como por exemplo o uso do azul em bonés, camisas e tênis.

A iniciativa foi inspirada na desastrosa entrevista do Nilmar, quando surgia ainda menino.  Ele abriu o seu quarto onde foi fotografada e publicada a sua coleção de ursinhos de pelúcia.

Após o treinamento da manhã os jogadores foram reunidos e eu devidamente alertado pelo Chumbinho: “Fala pouco e o mais claro possível”.

Com a palavra, passei a comentar exemplos de situações embaraçosas e que o intuito dos repórteres é encontrar algo que seja manchete. Enquanto eu falava focalizava um atleta que estava na primeira fileira e desanimava constatando a sua alienação.

Busquei reduzir o tempo ao máximo possível e utilizar frases compreensíveis. Retirei-me do vestiário e após algum tempo perguntei ao Chumbinho como tinha sido: “Sinceramente eles não entenderam nada, tanto que me perguntaram se, afinal, estavam, ou não, proibidos de darem entrevistas”...

Em outra oportunidade, após uma minuciosa preleção do Jorge Fosatti, fiquei junto à porta. Quando passou por mim o principal jogador – atacante – escutei falar ao seu companheiro que estava ao seu lado: “Não entendi m... nenhuma”.

Menos mal que ganhamos o Gre-Nal.


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