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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de junho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 22).
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À noite, nem todos os gatos são pardos...



Camera Press

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Não é irrelevante a fixação do horário dos treinos nos clubes. Alguns treinadores preferem à tarde, o que para a nossa realidade não é recomendável. É muito tempo entre o final e o começo do outro, sem a obrigação de acordar cedo e, em consequência, aliviar a noite.

Lembro que o Fossati, por força do clima do Qatar onde treinou, preferia à tarde; já a maioria dos técnicos brasileiros como moram na aldeia, preferem a manhã, a partir das 8 horas.

Durante a noite tudo pode acontecer e não é por acaso que, desde cedo, os repórteres (apelidados de perseguintes), aguardam na porta do departamento de futebol, examinando quem chega.

Certa madrugada, aí pelas 5 horas, veio a bomba por telefone: “O nosso atacante, aquele que ainda está em fase de adaptação, envolveu-se em um caso policial”.

Era um atleta promissor e pouco experiente.  Foi necessário agir logo, antes que as notícias tomassem vulto.  Liga para lá e para cá, recebendo informações de colorados que trabalhavam no HPS e na Policia Civil, tudo vem à tona.

Um jovem buscou atendimento de urgência no HPS, com um profundo corte na mão. No boletim de ocorrência a sua versão. Na noite anterior, data de aniversário da voluptuosa esposa do atacante, ela fizera um pedido no mínimo exótico: que comemorassem no apartamento, com a contratação de um stripper para animar a festa.

Música, uísque, dança e... pouca roupa do contratado.

O marido futebolista, com o treino marcado para as 8 horas, literalmente capotara no sofá. Depois de uma breve, mas reconfortante soneca, acorda e percebe que a porta de um dos dormitórios está fechada. Impulsionado pelo que escutava, não teve dúvidas: meteu o pé na porta. Antes disso, imaginando que a esposa estava sendo submetida a algum tipo de tortura, passara pela cozinha para munir-se de uma competente faca de churrasco.

O vigoroso stripper, surpreso, pula da cama - leito da “tortura” - e, sob ameaça da arma branca, defende-se agarrando-a pela lâmina. Desvencilhando-se, pula pela janela, no segundo andar do prédio.

Desejoso dos cinco minutos de fama, stripper não guardou segredos e contou tudo nos microfones, ainda na madrugada. Para ele tratava-se de uma oportunidade ímpar para revelar o seu enorme talento.

Na porta do vestiário inúmeros repórteres, aguardando a chegada do dirigente, ávidos por uma crise. Chegando, vem a pergunta: “O que o clube tem a dizer sobre os fatos?” 

A resposta foi um balde de água fria: “Nada, ele já foi despedido por justa causa e, não sendo mais nosso empregado, o eventualmente ocorrido é questão pessoal que não nos interessa”.

Foi colocado um ponto final na festa.


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