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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de junho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 22).
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Blá, blá, blá... e incompetência



Reprodução parcial da capa do jornal Zero Hora - 16.05.2011

Imagem da Matéria

Não falo na primeira pessoa nas coisas do Internacional, mas o “gabinete do ódio” - influenciadores que apoiam a gestão - me obriga a fazê-lo.

Um moleque escreveu no Twitter: “O Siegmann é como herpes, quando a imunidade baixa, ele aparece”.

Esqueceu que apareço há mais de 30 anos no Internacional. Ocupei vice-presidências e diretorias, inclusive no futebol na época em que fomos bicampeões da Libertadores, Campeões do Mundo, da Recopa e a regra era ganhar Gre-Nais e campeonatos gaúchos, além de outros títulos.

A atual direção é cronicamente imunodeprimida. Movidos pelo dinheiro e busca efêmera da fama, alguns vivendo fora do país, jamais levantaram uma palha sequer em favor do Internacional. Forjaram pelas redes sociais a imagem do candidato, atual presidente. Construíram sob encomenda uma espécie de amnésia coletiva.

O Barcellos é um fracasso: como responsável pelas finanças agravou o déficit e, no futebol, encarreirou derrotas.

O novel colorado, sócio recente e conselheiro recentíssimo, travestiu-se de moderno para seduzir a juventude colorada.

Quando fui anunciado pelo José Aquino como seu futuro vice de futebol, sacramentaram maldosamente: “Chutar a porta do vestiário está superado, utilizaremos a moderna ciência de dados”.

Essa bobagem foi repetida pelo vice-presidente eleito, Dannie Dubin quando o João Patrício Hermann era o recheio do cavalo de Troia, anunciado apenas após a contagem dos votos como vice de futebol.

Ele, também perdedor, bem ao estilo Marco Maciel é o primeiro a dizer presente nas composições do poder.

Vamos à ciência de dados dos Gre-Nais no período Medeiros / Barcellos / João Patrício: 10 derrotas, 7 empates e 3 vitórias.

Chamados de moleques pelo Abel que enfileirou 9 vitórias após a eleição e que deveria permanecer no cargo, preferiram arriscar o tiro no escuro.

Até agora o Miguel Ramirez demonstra convicção que, de tão inflexível, se assemelha à burrice. Sugiro que se inspirem no título gaúcho de 2011, quando eu era vice de futebol. No Estádio Olímpico, quando a vantagem era do adversário, levantamos a taça.

Dias antes, o presidente de então fora até o vestiário pedir ao Falcão que armasse o time para não levar uma goleada. Entrou por um ouvido e saiu pelo outro.      

A receita é simples: muito trabalho, não ter medo de vencer e a confiança contaminando o grupo.

Essa é a definição de chutar a porta.

No futebol não há espaço para a covardia, mesmo quando apelidada de científica.


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