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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de junho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 22).
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Bom é volante que suja o calção e fuça no barro! As lições do Ceará!



Edição EV sobre imagem trivela.com.br

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Este é um tema recorrente. Há muita gente do futebol que gosta de volantões. Fortes. Ombros largos. Calções grandes. E sujos de lama. É uma coisa psicanalítica.  Esses, por incrível que pareça, também gostam de centroavantes fuçadores. Aipins. Fincados na área. Aliás, o Ceará tem um grandão desses. O Grêmio até já tentou trazê-lo...  Seria recebido no aeroporto...

Preferências ludo-epistêmicas à parte, o Grêmio fez um fiasco contra o time reserva do Ceará. Chega a ser hilário. O Ceará poupa jogadores para a Copa do Brasil e mete um time reserva. E o Grêmio embarca nessa. Com três volantes!

Ora, se o Ceará põe time reserva, o Grêmio deveria, justamente, ter tirado proveito dessa circunstância! Elementar. Acaciano. Muito acaciano.

Veja-se a fragilidade do plantel tricolor. Três titulares com Covid, e o time virou um Guarani. De Venâncio. Peças de reposição apropriadas são condição de possibilidade para um time que quer ir longe nas disputas. Falta um meio-campista “tipo Tadeu Ricci”. Que, além de jogar bem, cobre faltas.

Aliás, o Grêmio treina cobranças de faltas? Parece que não!

Outra coisa que os times não aprendem. Time grande, cascudo, não leva gol aos 48 minutos do segundo tempo. Quando o árbitro reserva levanta a placa anunciando os acréscimos, o jogo acabou. A-ca-bou! Afinal, futebol é um jogo. E jogo exige estratégia.

No mais, a notícia do final de semana - além da derrota para o Ceará - foi que será difícil a renovação de Ferreirinha. Diz-se que há uma mágoa do empresário para com o tratamento que o Grêmio deu no passado ao jogador. Chama-se a isso de “síndrome da lapidação”. As vezes se lapida tanto que se corre o risco de deslapidar.

Não foi o caso de Ferreira, que resistiu. Mas fica a lição. Se o cara é bom, é bom. Com 16, 18 ou 23 anos. Elementar!

Deu por hoje. A história dos volantões cansa!


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