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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de junho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 22).
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O “modernoso” (mistura de moderno com horroroso) que contamina o futebol do Inter



Foto: bol.uol.com.br

Imagem da Matéria

Quando o “modernoso” – mistura de moderno com horroroso – contamina o futebol do Internacional, busco nos anos 50 e 60 um campeão de audiência da Rádio Farroupilha. Uma comédia sobre o futebol gaúcho, retratando a “flauta” entre torcedores.

De um lado o colorado representado por Pinguinho; do outro, o alemão gremista, Walter Broda.

As provocações do Broda – se fosse possível reviver o sucesso radiofônico - seriam repletas de ironias diante de um dos maiores fiascos da história colorada que perdeu por 5 a 1 para o Fortaleza.

Lembrei também do Viva o Gordo, sucesso de televisão na década de 80. O Jô Soares representava um doente terminal que ao sair do coma é informado dos insólitos acontecimentos do período, reagia: “Me tira o tubo!” 

As entrevistas do vice de futebol e do revolucionário treinador, não fossem trágicas seriam cômicas. Como sempre, o presidente emudeceu fugando da responsabilidade nas derrotas,

O espanhol (contratado pela atual direção ainda antes mesmo do resultado das eleições) jamais treinou um time na Espanha,  menosprezou os treinadores brasileiros que, segundo ele, “jogam por uma bola ou pela sorte”.

Ora, Ramirez:  quem ganhou do Barcelona, à época treinado por aquele que tentas imitar?

E o Edmilson, o Yuri Alberto, o Cuesta e outros: por que jogavam um bom futebol que desapareceu  com a tua chegada?

Já o vice de futebol, estrategicamente ocultado durante a campanha eleitoral, praticou uma confissão que compromete aquilo que a atual direção teima em chamar de planejamento. Depois de revelar a sua vergonha pelo resultado (que também é reflexo do seu trabalho), pretende, somente agora, conversar com o Ramirez, explicando-lhe a cultura do futebol gaúcho. Assim, vai apelar à sua sensibilidade para mudanças.

Ué, mas não conversaram antes da contratação?

Presidente, planejamento é para o sucesso ou para o fracasso? 

A propalada ciência de dados já permite concluir que o revolucionário treinador (sim, pois em 21 jogos jamais repetiu o time), não é do ramo.

Salvos raras exceções, os revolucionários ainda contam com o incondicional apoio de parte da crônica esportiva, tanto das emissoras abertas, como dos cooptados influencers.

Não faz muito, diante do fracasso, praticaram o “jogo da batata quente”, empurrando o Ramirez para o colo do Aquino e para o meu, ao afirmarem: “Daria no mesmo, pois o Ramirez também era o técnico deles”.

A afirmação não é verdadeira, mas mesmo que fosse, o presidente e o vice de futebol seriam outros e, seguramente, não seriam meros reféns das circunstâncias.

Repito: falei com o Tiago Nunes e mandei recado para o Ramirez, registrando o interesse em uma conversa após a eleição. Ocorre que após a eleição, o trabalho do Abelão revelou-se amplamente positivo.

Digo, repito e peço que anotem: como não sou moleque; eu ficaria com o Abel.


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