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Espaço Vital, terça-feira, 07.12.
(Próxima edição: sexta-feira, 10.12)

“Muda OAB” vem de novo como oposição nas eleições da Ordem gaúcha



Canal Paulo Torelly/Edição EV

Imagem da Matéria

Em 8 de março passado, ao reportar-se a uma primeira veiculação do Espaço Vital sobre as eleições deste ano na OAB gaúcha, o advogado Paulo Torelly afirmara que “o Movimento Muda OAB participará do pleito com identidade própria neste pleito de 2021, como faz desde 2003, com um programa de defesa da transparência na entidade e de redução das anuidades”.

A dois meses das eleições on line que ocorrerão em novembro (provavelmente na segunda-feira 22), Torelly – respondendo a uma indagação deste portal – confirmou na última sexta-feira (17) que “vamos priorizar a luta pela inviolabilidade da advocacia e a defesa das prerrogativas profissionais e de toda a sociedade neste trágico momento de pandemia”. Ele sustenta ser “urgente a instituição de eleições diretas e com proporcionalidade nos conselhos da Ordem”.

Torelly lembrou que “o Muda OAB defende, desde a sua fundação, a inscrição de chapas que na prática sempre observaram a paridade de gênero e a representação identitária como questão programática - que vai muito além da formalidade hoje preconizada”.  

Advogado (inscrição nº 26.208), de muitos serviços já prestados à Ordem gaúcha, Torelly foi integrante da diretoria de uma das gestões lideradas pelo então presidente Luiz Carlos Levenzon. E o grupo que Torelly sempre integrou nunca presidiu a OAB/RS..

Torelly também foi procurador-geral do Estado do RS durante o governo Olívio Dutra (PT – 1999/2002).

Como líder do movimento “Muda OAB”, Torelly  discorreu em quatro tópicos sobre a postura oposicionista.

  • “ A candidatura de oposição decorre de uma necessidade sentida pela profissão diante da indiferença e do descaso da atual administração de uma entidade milionária - e nada transparente - com a dor e o sofrimento das advogadas e dos advogados nestes difíceis tempos de pandemia, crise econômica e política com suspensões de prazos e jogo de compadres de aspirantes ao quinto constitucional”.
  • Este é um tempo em que a OAB de Sobral Pinto, Raimundo Faoro e Seabra Fagundes se perdeu em uma lógica de confraria e que agora aspira à condição de irmandade”.
  • “Valho-me desta sondagem antecipada - num pleito que se anuncia como ´experimentalmente virtual´ sem que o Conselho Seccional até agora tenha oficialmente deliberado sobre tão grave tema - para cobrar posição pública e democrática do editor do Espaço Vital diante da negativa do atual presidente e dos últimos candidatos da situação de participarem de debates com a oposição durante o processo eleitoral”.
  • “A candidatura da chapa Muda OAB/RS estará, como sempre esteve, aberta para o debate público com o candidato oficial”.

Paulo Torelly arrematou com uma indagação: “A tradição do candidato oficial de fugir do debate será mantida? 

EV abre, desde já, espaço para que o candidato situacionista se manifeste.

Consenso na situação 

O advogado Leonardo Lamachia será o candidato de consenso da situação. Ele é irmão de Claudio Lamachia que, impulsionado e apoiado pelo grupo OAB Mais, assumiu a presidência da entidade em 1º de janeiro de 2007 e foi reeleito três anos depois.

Claudio chegou à vice-presidência do Conselho Federal em 2013 e à presidência nacional da entidade de 2016 a 2018.

Do mesmo grupo OAB Mais foram vitoriosos nas eleições advocatícias no RS, Marcelo Bertoluci (2013/2015) e Ricardo Breier que está completando seu sexto ano de presidência (2016/2021).       

Entrementes...

A seu turno Ricardo Ferreira Breier já pavimentou espaços e acertou a bússola da sua rota para, na eleição de novembro, concorrer como um dos candidatos a conselheiro federal da OAB.

Seus planos para a hipótese de vitória da OAB Mais no Rio Grande do Sul: na entidade com sede em Brasília ele não ocuparia cargos (são cinco) de diretoria. Mas teria um posto de realce no segundo escalão da gestão (2022/2025) que será capitaneada pelo amazonense Beto Simonetti.   

Petri não concorrerá

O advogado Paulo Roberto Petri da Silva que - como um dos dois oposicionistas - perdeu as eleições de novembro de 2018, admitiu para o Espaço Vital que não concorrerá em novembro próximo às eleições da OAB/RS.

Uma frase dele: “Não serei candidato. Os compromissos com meu escritório me impedem de, neste momento, colocar meu nome à disposição”. 

Outros interesses

O advogado Tarso Genro (ex-governador do RS e ex-ministro da Justiça) seria o nome possível para articular determinada oposição. Mas depois de, em março, já ter antecipado que “não concorreria” – Tarso fez outra revelação ao Espaço Vital, no último fim-de-semana.

Suas palavras: “Não estou participando de nenhum movimento na classe, porque intensifiquei, on line, minhas atividades profissionais advocatícias. Ademais, ampliei minha atuação política nacional em grupos pluripartidários de apoio à luta pela restauração da Constituição”.

Com outros vocábulos, dá para afirmar que Tarso está mesmo interessado em se opor fortemente a Jair Bolsonaro. E apoio a Lula.


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