Ir para o conteúdo principal

Espaço Vital, terça-feira, 07.12.
(Próxima edição: sexta-feira, 10.12)
https://espacovital.com.br/images/eu_nao_invento_3.jpg

Cinco penas de prisão perpétua para um único assassino



Google Imagens

Imagem da Matéria

  • Prisão perpétua quíntupla

A Justiça do Estado de Maryland (EUA) condenou na semana passada Jarrod Ramos, de 41 anos, a cinco penas de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, além de outros 345 anos de cárcere. O condenado foi considerado responsável pelo assassinato de cinco pessoas, em 2018, após entrar na redação do jornal Capital Gazette, na cidade de Annapolis e atirar contra jornalistas.

Segundo a acusação, Ramos agiu por vingança, depois que o jornal publicou uma reportagem sobre sua confissão de culpa por assediar uma ex-colega de classe, em 2011.

Ramos já havia processado o jornal em 2012 por esse mesmo motivo. De acordo com os promotores, o assassino planejou o ataque meticulosamente.

Na 3ª feira (28.set), a Justiça de Maryland condenou Jarrod Ramos, de 41 anos, a cinco penas de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. O condenado foi considerado responsável pelo assassinato de cinco pessoas, em 2018, após entrar na redação do jornal Capital Gazette e atirar contra os funcionários.

O juiz do caso, Michael Wachs, descreveu as ações do atirador como "ataque calculado a sangue frio contra funcionários inocentes de um jornal", e ressaltou que "foi chocante saber que ele tenha afirmado que o tempo que passou se preparando para o ataque foram os melhores momentos de sua vida".

  • A lógica estadunidense

O portal jurídico FindLaw explica a lógica americana das múltiplas penas de prisão perpétua. É que, apesar de tal sentença do Estado de Maryland parecer estranha, “ela é decorrente do veredicto do júri, que pode decidir que o réu é culpado de múltiplas acusações de crimes e assim o juiz tem de aplicar uma pena obrigatória, de acordo com as diretrizes da sentença, para cada uma das mortes.

Assim, pela legislação de alguns Estados norte-americanos, se o réu for condenado pelo júri, por exemplo, por 10 crimes que requerem pena de prisão perpétua, o juiz vai aplicar essa pena para cada um deles.

  • Advocacia brasileira... em Portugal

A Ordem dos Advogados de Portugal (OAP) aprovou uma proposição que prevê o mestrado obrigatório para a inscrição no órgão e o exercício da profissão no país.  A proposta seguirá para o Parlamento e, se tiver luz verde dos deputados, vai alterar o estatuto da entidade.

Mas os brasileiros não serão afetados pela nova regra. A garantia é assegurada pelo princípio de reciprocidade para os advogados brasileiros que estejam inscritos na OAB.

Um acordo válido desde 2015 prevê a dispensa da realização de estágio na OAP, bem como a obrigatoriedade de fazer um novo exame em Portugal.

Eis os números: já existem 2.658 brasileiros inscritos na OAP, um aumento de 395% em relação aos 536 de 2017, ano em que população brasileira residente em Portugal voltou a crescer após seis anos  O número atual representa 8% do total de 33.400 advogados registrados em Portugal.

  • ´Shabat´ respeitado

A advogada carioca Ilana Zeitoune estava inscrita no concurso para a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, que se realizou no sábado, dia 2. Mas a véspera do domingo, pela tradição judaica, é dedicada ao descanso.

Sensível a assuntos religiosos, o procurador-geral Bruno Dubeux encontrou uma maneira de ajudar.

Ilana chegou na mesma hora dos outros candidatos, mas ficou isolada em uma sala até o sol se pôr, que é quando termina o shabat. Em seguida, começou a responder às questões.

  • Ficaram em casa...

Pesquisa aponta que muitíssimas mulheres brasileiras deixaram de procurar emprego para cuidar da família ou da casa.  A PNAD Covid do IBGE apontou que, em 2020, de maio a novembro, 8,8 milhões de mulheres deixaram de trabalhar ou procurar emprego para cuidar de integrantes da família e/ou dos afazeres domésticos. E 45,5% das mulheres tinham entre 30 e 49 anos, auge da vida produtiva.

Enquanto isso, o número de homens nessa situação foi 359 mil.

  • Trama diabólica

Foi marcado na 3ª Vara Criminal de Niterói (RJ) o primeiro júri popular do caso do assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da ex-deputada Flordelis, 60 de idade. Dois filhos dela - Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cezar dos Santos de Souza - serão julgados no dia 23 de novembro.

Anderson foi morto a tiros em 16 de junho de 2019, dentro de casa, em Niterói (RJ). Seu corpo, segundo os peritos, tinha 30 perfurações de bala. Ele era casado há 25 anos com Flordelis, pastora e então deputada federal pelo Rio.

Lucas, de 18 anos, teria ajudado a comprar a arma, e Flávio, de 38 anos, assumiu ter atirado seis vezes contra a vítima.

  • Qual o seu CPF?

O Ministério da Saúde publicou ontem (4) uma portaria que estabelece o CPF como documento preferencial para a identificação de pacientes no Sistema Único de Saúde.

Cumpre, assim, uma lei idealizada pelo deputado Júlio Lopes (PP-RJ) cujo objetivo é, nas palavras do parlamentar, “facilitar a vida do cidadão, seguidamente obrigado a apresentar números de vários documentos para ter acesso a serviços públicos”.

Uma pesquisa realizada no ano passado pelo IBGE mostrou que 71,5% dos brasileiros são dependentes do SUS para algum tipo de tratamento. 

  • Tartaruga no Senado

O presidente do Supremo, Luiz Fux, vem pressionando o Senado para que a sabatina de André Mendonça seja logo pautada. Fux pondera que o trabalho da Corte está “muito pesado” e que “a qualquer hora pode eventualmente ocorrer um empate em causa que seja extremamente relevante ao país”.

Recentemente o ministro Lewandowski disse que “empate em votação beneficia o réu, o que parece bastante razoável”.

Com Mendonça aprovado, não haveria empates, e nas questões de interesse do governo Bolsonaro ele sempre seria vencedor. É isso especificamente que preocupa o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre.

  • Rejeição (do mercado) aos idosos

Autor de várias novelas da Rede Globo – entre elas, "Império", "Senhora do Destino", "Vale Tudo" e "Fina Estampa", o dramaturgo, escritor, roteirista e  jornalista  Aguinaldo Silva desabafou ontem: "Não preciso trabalhar para viver. Preciso é trabalhar para não morrer".

Ele diz que está prestes a aceitar uma cruel realidade: aos 78 anos, mesmo que sua cabeça seja tão fervilhante quanto a de um homem de 40, ninguém está mais disposto a lhe dar trabalho.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Mais artigos do autor

Freepik

Os motéis, o poder, os arapongas... e os políticos

 

Os motéis, o poder, os arapongas... e os políticos

  • Livro que terá noite de autógrafos hoje (19) revela muitas histórias. Entre elas, a de um padre e uma paroquiana. Outra, envolvendo um deputado, um senador e a esposa deste.
  • TRF-4 cassa decisão que liberou advogados inadimplentes de votarem no dia 22.