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Edição de terça, 17 de maio de 2022.
(Próxima edição: sexta dia 20 de maio.)
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Facebook agora é Meta. E o que esperar desta mudança?



Meta/Divulgação

Imagem da Matéria

Por sugestão dos colegas Leonardo e Guilherme Losekann - que assinam A Página da Jovem Advocacia, no Espaço Vital – vamos discorrer mais sobre a mudança do nome do Facebook para Meta e as consequências disto a médio e longo prazo em todas as searas, inclusive a jurídica.

Para muitos, uma mudança apenas de nome. Para outros, uma nova marca e um novo valor de mercado que pode chegar, em alguns anos, a estratosféricos 800 bilhões de dólares.

Junto com esta mudança, anunciaram que vão parar de realizar reconhecimento facial e excluirão toda a sua base de rostos cadastrados desde 2010.

Uma nova era? Sim, com foco na privacidade. Se realmente eles cumprirem o que estão anunciando, estaremos vivenciando uma mudança sem precedentes nas redes sociais vigentes na atualidade, sendo a empresa Meta (Facebook) a primeira a se adequar positivamente às ideias de privacidade.

Em relação ao metaverso, que trata da realidade virtual anunciada por Zuckerberg, temos pontos para acreditar na sua aplicabilidade no mundo jurídico e também outros motivos para crer que não chegarão nele.

A favor, já temos hoje a utilização de softwares que simulam realidade virtual para recompor cenas de crimes, acidentes de trânsito, entre outras demandas. Pensar em óculos virtuais e ambientes neste sentido tem nexo causal.

Contra, temos o exemplo do Second Life, um ambiente virtual criado em 2003 e mantido até hoje com a ideia de avatares e simulação da vida real (bem similar com o que o Facebook/Meta está propondo) e que não caiu no gosto do público, uma vez que a interação humana se faz necessária ou quiçá, imprescindível.

Aliás, para algo como o mundo totalmente virtual dar certo, temos que acreditar em um contexto onde:

a)  a internet funciona muito bem, de forma estável;

b) no Judiciário, o processo esteja sempre disponível e de fácil acesso; 

c) Onde as partes (leia-se cidadãos) que buscam a prestação jurisdicional, tenham seus direitos salvaguardados em ambientes como audiências virtuais…

E por aí.

A realidade está a anos luz de tudo isto. Em muitos locais sequer temos internet de forma viável a manter uma conexão de sala virtual para uma audiência. Imaginem um mundo totalmente virtual (que ocupa uma banda muito maior de internet/dados). Sem falar no desconhecimento de muitos profissionais que hoje, num simples uso de aplicativos de sala de reuniões virtuais penam para exercer a sua profissão. Imaginem uma atuação com um boneco/avatar para poder cumprir o seu papel profissional!

Que venha a evolução, posto que sempre será bem-vinda, quando não ferir direitos e prejudicar a própria advocacia no seu mister de administração da justiça.

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Leia na base de dados do Espaço Vital

A inteligência artificial no Poder Judiciário.

O novo mundo virtual de Zuckerberg.

METAJUS – A realidade judicial aumentada.


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