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Edição de sexta, 12 de agosto de 2022.
(Próxima edição: terça dia 16.)
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Quem entrega e para quem?



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Chargista Duke – www.domtotal.com

São várias as opiniões acerca do modelo de pontos corridos para definir o Campeonato Brasileiro. Estou entre aqueles que defendem o modelo, pois com ele há, no curso da competição, disputas que não se limitam ao título. A mais eletrizante é a definição de que cairá ou não para a segundona.

Adrenalina, nervos à flor da pele, olho na tabela, na estatística e um pé fincado na fantasia.

Os gremistas muitas vezes agem como se o Flamengo, conduzido pelo Renato (gaúcho/carioca), fosse uma linha auxiliar, como se a sua vinculação com o tricolor autorizasse entregar o jogo quando conveniente.

Será?

Creio que não, embora a estátua erguida na Arena com o homenageado vivinho da silva.

Atletas e técnicos são profissionais e mesmo considerando os vínculos afetivos, prestam contas aos seus contratantes. A tal entrega do jogo subverte o comando do vestiário e autoriza, em outras circunstâncias, que os comandados possam fazer o mesmo segundo os seus interesses.

Se o general pode afrouxar para o inimigo, o mesmo poderão fazê-lo o sargento e o soldado.

O futebol está repleto de crendices que, via de regra, não se sustentam pelos fatos.

Mas é a tal da “mala preta” – que também pode ter outra cor?...


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Ruas de fogo

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Ruas de fogo

“Há no futebol elementos indispensáveis para a conquista de um título: a mobilização da torcida, a crença coletiva dos jogadores e a competência do comando técnico”.