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Edição de terça, 17 de maio de 2022.
(Próxima edição: sexta dia 20 de maio.)
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Retrospectiva tecnológica na advocacia em 2021 e previsões



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Evoluímos? E para 2022, o que nos espera?

O ano de 2021 foi recheado de surpresas, sustos e quiçá evoluções no quesito da tecnologia jurídica. Apesar dos duros efeitos da pandemia ainda assolarem os advogados, houve eventos que tornaram a resiliência ainda mais necessária, por desafiar a segurança, trato e principalmente usabilidade da tecnologia em tempos que dispensar o seu uso é praticamente impossível.

Alguns destaques para rememorar (não comemorar, em alguns!):

 Aprovação de curso de direito 100% on-line;

 Facebook muda seu nome para Meta e cria o MetaVerso, uma realidade paralela onde já temos investimentos de mais de 5 milhões de dólares em compras de terrenos e espaços, inclusive com escritórios de advocacia já presentes neste mundo virtual;

 Ataque ao TJRS em abril tem impactos no final de 2021, reverberando de maneira negativa a advocacia;

 Alterações no código de ética, permitindo mais publicidade em redes sociais e meios tecnológicos como chatbots, por exemplo;

 Uso cada vez maior de algoritmos, seja em processos seletivos, seja em decisões automatizadas, onde a advocacia pode se beneficiar. Mas, atenção: sem cuidado e gestão adequados, pode ser muito nocivo;

 Mudança no marco civil da internet que censurou (para alguns não!) a liberdade de expressão;

 Uso cada vez maior de imagens e vídeos com técnicas de visual law e legal design;

 Julgamento em fevereiro de 2021 sobre o direito ao esquecimento, inédito na história do Brasil;

 Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD com multas em vigor e mais de 600 processos distribuídos no Brasil com base nesta legislação;

 Possibilidade de abrir escritórios de advocacia sem ser advogados (fora do Brasil, uma tendência)…

Enfim, muitas emoções.

E para 2022, as perspectivas são ainda maiores. Pesquisas internacionais mostram que em três anos teremos - entre os 20 maiores problemas mundiais - as invasões por ataque hacker.

Neste prisma de foco total em tecnologia, a área jurídica não fica de fora. Temos o processo eletrônico, alvarás eletrônicos, acesso à justiça pelo cidadão até por aplicativos no celular, além de inúmeros serviços que monitoram processos para particulares ou advogados.

Isto é bom?

Sim, numa ideia de controle. De outra banda, temos visto vários estelionatários usando engenharia social (ligações, e-mails entre outros para escritórios ou para clientes pedindo dinheiro para liberar alvarás ou buscando detalhes de processos) para dar golpes.

A regra é o direcionamento para a tecnologia e o desconfiômetro ligado o tempo todo. Antes de dar informações, questionar o porquê da informação, para quem estou fornecendo o dado, etc.

O iminente 2022 será um ano com inúmeros elementos envolvidos, seja por questões políticas, econômicas, sociais, eleições, tecnologia, ufa! O desafio é o equilíbrio disto tudo com gestão e uso (e não ser usado) pela tecnologia com foco no resultado do negócio jurídico.

Que venha 2022 e tenhamos todos nós o resultado das nossas escolhas na prática!

Boas festas! E um feliz início de 2022!

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Coloco o meu endereço de e-mail à disposição dos leitores. Comentários, sugestões etc. serão bem-vindos: gustavo@gustavorocha.com


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